Apresentamos parecer negativo, pois a reformulação destes projetos não resolve o problema de base: a localização numa zona ecologicamente sensível, onde será uma séria ameaça a espécies como a águia-de-bonelli, a águia-imperial e o lince-ibérico, não só pela implementação destes aerogeradores e de todas as estruturas associadas, mas também pelos efeitos cumulativos com as várias infraestruturas fotovoltaicas e eólicas já instaladas (e as várias outras em fase de análise) na região.
A Comissão de Avaliação classificou os impactes ambientais como negativos, muito significativos, permanentes, irreversíveis e não minimizáveis. A proposta agora apresentada não resolve os problemas identificados anteriormente, mantendo-se os riscos graves para espécies ameaçadas, incluindo a águia-de-bonelli, a águia-imperial e o lince-ibérico, e para um importante corredor migratório.
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