Esta semana, os ministros da UE encontram-se em Chipre para debater o futuro das pescas, e a pressão para enfraquecer as regras que protegem a vida marinha está a aumentar.
As regras em vigor baseiam-se na ciência e existem para garantir que a pesca seja sustentável e transparente. Enfraquecê-las agravaria uma situação já preocupante: populações de peixes estão a entrar em colapso, as cidades costeiras estão a esvaziar-se. E tudo isto está ligado à saúde dos nossos mares.
Sem regras claras e uma aplicação adequada, a sobrepesca transforma-se numa corrida desenfreada. No final, isso irá beneficiar apenas um pequeno grupo de operadores poderosos que lucram com a pilhagem do oceano, enquanto os ecossistemas se deterioram e os pescadores de pequena escala pagam o preço.
A realidade é simples: sem proteção ambiental, não há peixe, não há pesca.
Precisamos de investir na pesca que protege os ecossistemas marinhos e que sustenta as comunidades costeiras, garantindo a sua resiliência a longo prazo. É isso que pedimos aos nossos representantes eleitos.
