Nome Científico Melanitta nigra

Também conhecida como pato-preto, pato-marinho, negrola-comum

Estatuto de Conservação Vulnerável (Portugal) | Pouco Preocupante (Global)

Tamanho Comprimento: 43-54 cm
Envergadura de asas: 79-90 cm
Peso: 0.9 – 1.4kg

Alimentação Sobretudo moluscos marinhos, ocasionalmente outros invertebrados e peixes. Captura o seu alimento mergulhando até aos 20 metros de profundidade.

Onde e quando observar Ocorre regularmente em Portugal durante o inverno e os períodos migratórios. Concentra-se especialmente na zona costeira entre Espinho e o cabo Mondego. Nos Açores e na Madeira é uma espécie acidental, podendo ser avistada no outono e inverno.

A negrola é o único pato marinho que ocorre regularmente em Portugal Continental. Alimenta-se muito próximo de costa, logo após a linha de rebentação das ondas, sendo a única espécie de ave que explora este tipo de habitat no nosso país.

 

Como identificar

Apresenta uma silhueta escura típica de pato, com o corpo arredondado e a cabeça saliente. No mar parece ser extremamente pequena. Normalmente é avistada em bandos, tanto em voo como pousada. Em voo, pode formar grupos compactos ou uma formação em linha. Nas áreas de alimentação, distingue-se pelo seu hábito de mergulho, podendo ser observada em grupos de várias centenas.  Os machos apresentam plumagem preta e bico com uma cunha amarela no bordo superior. As fêmeas têm uma coloração castanho-escura com as faces claras. Os juvenis são muito semelhantes às fêmeas.

 

Som

 

Reprodução

A negrola apenas se afasta do mar para nidificar. Reproduz-se nas margens de lagos e rios de água doce situados na tundra do norte da Escócia e da Irlanda, do leste da Gronelândia, da Islândia, da Escandinávia e da Rússia.

 

Constrói o seu ninho diretamente no solo, camuflado pela vegetação. A postura de 6 a 8 ovos decorre entre finais de maio e finais de junho. A incubação é feita em cerca de 30 dias e as crias desenvolvem-se ao longo de 45 a 50 dias.

 

Ameaças

A população de negrola tem vindo a diminuir, possivelmente devido à contração do seu habitat de nidificação e ao impacto das marés negras. A captura acidental na pesca e a emergente presença de parques eólicos no mar representam fatores de perturbação adicionais para esta espécie. Em Portugal, uma grande pressão identificada é também a sobre-exploração de bivalves, embora sejam necessários mais estudos para compreender melhor essa relação.

 

Como protegemos esta espécie

No projeto PRR IPMA EÓLICAS estamos a monitorizar a espécie na sua principal área de ocorrência no nosso país, entre Caminha e Nazaré. Iremos atualizar o tamanho da população, perceber a tendência atual desta população, e contribuir para a minimização do impacto dos futuros parques eólicos marinhos.

 

Como pode ajudar

Participando nas nossas contagens de aves marinhas (Dias RAM)
Ajudando-nos a monitorizar as aves que dão à costa